Quem frequenta praças, parques e áreas de lazer do Rio constata um padrão: crianças pequenas brincando, adultos caminhando, grupos de rapazes jogando bola. Raramente, no entanto, flagramos jovens ocupando esses espaços — e isso diz muito sobre como a cidade se relaciona com essa faixa etária.
A ausência de jovens em espaços públicos não é apenas questão de comportamento. É consequência de um planejamento urbano que não os abrange de forma satisfatória. Há espaços de lazer voltados para os pequenos e quadras para os meninos. Mas onde estão as áreas pensadas para convivência, autonomia e segurança das meninas entre 11 e 17 anos? Onde elas podem existir sem medo, sem vigilância excessiva e sem julgamento?
Saiba mais: E se a cidade também fosse feita para jovens?