O Rio de Janeiro já foi berço de boas ideias no campo do urbanismo, com reflexos positivos na segurança pública, aliás um dos principais problemas da cidade. Não foram poucas as iniciativas reconhecidas mundialmente nas últimas décadas, mas, seguindo uma lógica desaconselhável, projetos de âmbito federal, estadual e municipal acabaram ficando pelo meio do caminho. Isso se dá por vários motivos – desde falta de recursos a planejamentos incorretos-, mas eu resumiria esse histórico em uma única sentença: ‘muita vitrine, pouco legado’.
É preciso ser justo: essa não é uma característica exclusiva do Rio, mas, como a cidade é tambor do país, tudo fica com cores mais berrantes por aqui. Ficamos (mal) acostumados com novas promessas a cada gestão e, a título de embalagem, novos nomes midiáticos, além de slogans publicitários de ocasião. O problema é que o desfecho é o mesmo quase sempre: o projeto começa, ganha visibilidade e, pouco tempo depois, é abandonado pelo Poder Público.
Saiba mais: Urbanismo: por uma política de continuidade